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7 de abril de 2010

PROPRIETÁRIOS DOS MÍDIA

SANTOS SILVA LAMENTA QUE NÃO SE CUMPRA
A CONSTITUIÇÃO NA DIVULGAÇÃO DA PROPRIEDADE DOS MEDIA
por Adriano Nobre, Publicado em 06 de Abril de 2010

O ministro com a tutela da comunicação social no anterior governo PS, Augusto Santos Silva, lamentou esta tarde que o Presidente da República não tenha promulgado a Lei sobre a não concentração de meios de comunicação social, nomeadamente pelo facto de o seu chumbo permitir que se continue a não divulgar, na íntegra, os nomes de todos os proprietários de meios de comunicação social.
Durante a audição na comissão de ética, sociedade e cultura, Santos Silva falava sobre o papel do último governo no sector dos media e assumiu que este mercado “ainda não cumpre totalmente a Constituição” ao nível da “transparência e concorrência”. “A Constituição diz expressamente que ao Estado compete assegurar a transparência da propriedade de órgãos de comunicação social e essa não está totalmente respeitada. A Lei actual só obriga a divulgar os principais proprietários e não obriga a divulgar os que estão a montante”, explicou, recordando que a Lei da concentração proposta pelo anterior governo “impunha a divulgação da propriedade, mas não foi promulgada” pelo Presidente da República. “A actual lei só obriga a divulgar a primeira linha, mas depois não obriga os outros se essa primeira linha for um faz de conta”, reforçou.
Ainda relativamente à Lei que Cavaco Silva não promulgou, Santos Silva criticou o facto de esse diploma ter sido aprovado na Assembleia da República “sem o voto favorável do PSD”. “Essa lei vedava a intromissão das administrações na área dos conteúdos e teria tornado ilegal a intervenção da administração da TVI” na suspensão do Jornal de sexta, invocou Santos Silva.

Retirado de ionline.pt

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SAIAM DO ARMÁRIO

"SAIAM DO ARMÁRIO": 
SANTOS SILVA ACUSA JORNAIS DE ESCONDEREM AGENDA
por Adriano Nobre, Publicado em 06 de Abril de 2010

O ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, fez hoje um convite para que “saiam do armário” os responsáveis editoriais que têm orientações políticas escondidas atrás dos projectos jornalísticos que dirigem.
Durante a sua audição na comissão de Ética, Sociedade e Cultura, o antigo ministro com a tutela da comunicação social respondia a uma pergunta dos deputados sobre as críticas que os responsáveis governamentais fazem, em público, a trabalhos de alguns jornais. E depois de defender que os elementos do governo podem reagir quando são alvos de “difamações”, Santos Silva foi mais longe. “Em nada belisca as democracias a existência orientações editoriais num determinado sentido político. Isso acontece nos Estados Unidos, na França.... Também acontece em Portugal, mas é escondido”, criticou o antigo ministro com a tutela da comunicação social. “O que peço é que essa orientação seja assumida. Que saiam do armário e que não escondam as suas legítimas orientações políticas”, apelou.

Retirado de ionline.pt

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OS MÍDIA

PAULO PORTAS INICIOU “UMA ESCOLA SINISTRA”
DE JORNALISMO
por Adriano Nobre, Publicado em 06 de Abril de 2010

O jornalista e antigo director-geral da SIC, Emídio Rangel, acusou hoje Paulo Portas de ter sido o grande responsável pela “escola sinistra” de jornalismo que deu origem aos “atropelos deontológicos” que, defende, hoje existem na profissão.
Na declaração inicial durante a sua audição na comissão de Ética, Sociedade e Cultura, Rangel começou por lamentar o “cortejo lacrimejante de jornalistas que se queixaram de malfeitorias” nas anteriores audições. “Assisti durante horas ao depoimento de Manuela Moura Guedes, como se tivesse feitos memoráveis e tivesse sido calada pelo poder político. Depois, José Eduardo Moniz abençoou o jornal horrendo da TVI. Poder-se-ia dizer que tiveram primazia uma boa parte dos jornalistas de que nos envergonhamos”, acusou o antigo director-geral da SIC.
Criticando também a audição do director do “Sol”, José António Saraiva – por entender que o seu “único feito” foi “apropriar-se de escutas, sem exercício de contraditório, transformando em verdades indiscutíveis conversas privadas de duas pessoas que podiam estar a fazer bluff, a mentir” – Emídio Rangel lamentou “ver esta gente sair desta comissão como heróis incensados”.
Depois de apresentar estas críticas, o jornalista apontou então o foco de todas as culpas para o actual presidente do CDS e antigo director do semanário “O Independente”. “Paulo Portas abriu as portas a esta peste. Recordo, por exemplo, a campanha contra Leonor Beleza, com o despudor de publicar exames ginecológicos da então ministra. Esta escola sinistra que começou com Portas, parecia ter acabado com o fim de ‘O Independente’. Isto não pode ser. Seremos todos vítimas, mais cedo ou mais tarde, senhores deputados”, alertou Rangel. O jornalista sublinhou que “existem em Portugal bons jornalistas mas é cada vez maior o número daqueles que atropelam a tábua de valores do jornalismo”.

Retirado de ionline.pt

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OS MÍDIA

PAIS DO AMARAL DIZ QUE TVI FOI PLATAFORMA ANTI-SANTANA

O ex-presidente da Media Capital afirmou esta terça-feira que a TVI funcionou como plataforma para derrubar o Governo liderado por Pedro Santana Lopes apesar de ter chamado a atenção da direção de José Eduardo Moniz

«Houve efetivamente um período em que a TVI tomou um conjunto de posições que se desviaram da linha de isenção e de credibilidade que eram apanágio da estação», referiu Miguel Pais do Amaral à margem da audição na comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura.

Segundo referiu aos jornalistas, isso aconteceu «durante o Governo de Santana Lopes», tendo «a TVI funcionado como plataforma para derrube desse Governo».

Pais do Amaral adiantou que, nessa altura, teve «várias vezes de chamar a atenção do diretor geral e diretor de informação [José Eduardo Moniz, dizendo-lhe] que uma televisão não existe para derrubar governos, existe para informar o público».

Questionado sobre se a campanha para derrubar o Governo de Santana Lopes estaria a ser liderada por José Eduardo Moniz, Pais do Amaral respondeu «não ter dúvidas» sobre isso.

O empresário referiu ainda que os factos que hoje relatou sucederam na mesma altura do caso Marcelo.

O comentador político decidiu abandonar a TVI perante um alegado ultimato que lhe terá sido feito por Pais do Amaral, na altura presidente da Media Capital, empresa detentora da estação de Queluz.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou na altura que Pais do Amaral lhe impôs um prazo para que repensasse o teor das suas intervenções nas edições de domingo no Jornal Nacional, já que era «inaceitável que houvesse uma informação e uma opinião sistematicamente anti-governamental na TVI».

Lusa / SOL

Retirado de sol.sapo.pt

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6 de abril de 2010

OS MÍDIA

EMÍDIO RANGEL ATACA SOL, PÚBLICO,
MOURA GUEDES E BALSEMÃO

O ex-diretor da SIC e RTP Emídio Rangel defendeu hoje no Parlamento que se faz uma utilização «abusiva» do jornalismo em Portugal, sem respeito pelas regras da profissão, tendência iniciada por Paulo Portas no extinto semanário Independente

«Esta peste entrou em Portugal pela mão de Paulo Portas no Independente [o atual líder do CDS-PP foi diretor do extinto semanário]. É uma escola sinistra que começou com Portas e foi retomada nos nossos dias», afirmou hoje Emídio Rangel na comissão de Ética, Sociedade e Cultura da Assembleia da República.

Rangel defendeu que Paulo Portas fez «centenas de primeiras páginas» no Independente «sem respeito pelos valores da dignidade humana».

«O jornalismo só serve um senhor: a verdade. Em Portugal existe bom jornalismo e bons jornalistas, mas é cada vez maior o número dos que atropelam os códigos da profissão», disse.

As acusações de Emídio Rangel não se cingiram a Paulo Portas, já que o ex-diretor da SIC referiu também como «maus» profissionais o ex-diretor da TVI José Eduardo Moniz, a jornalista Manuela Moura Guedes, o ex-diretor do Público José Manuel Fernandes e o diretor do SOL José António Saraiva.

«Não me esqueço do atrevimento insensato e estúpido de José Eduardo Moniz na RTP [quando era diretor de informação]. Lembro-me de fazer tempo de antena a seguir a uma comunicação ao país do então Presidente da República Mário Soares, tentando contrariar o que este tinha dito», lembrou.

Rangel questionou ainda «estes métodos» que «permitem que José Manuel Fernandes publique um recado grave de um assessor do Presidente da República falando de escutas».

«E que dizer do relato feito por Nuno Vasconcellos [presidente da Ongoing], que viu publicada no Expresso uma conversa privada com [Francisco Pinto] Balsemão tida em sua casa?», questionou.

Para Rangel estes são exemplos de uma «utilização abusiva do jornalismo para fazer política partidária».

«Os donos dos meios de comunicação social fazem o que querem com mais ou menos respeito pelas regras», afirmou.

Rangel acusou ainda as agências de comunicação de «comprarem jornalistas» e «plantarem notícias em quase todos os meios de comunicação social».

Lusa / SOL

Retirado de sol.sapo.pt

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OS MÍDIA

MONIZ "CONTRIBUIU PARA A QUEDA" DE SANTANA LOPES
por Adriano Nobre, Publicado em 06 de Abril de 2010

“Não tenho dúvidas sobre isso”. Foi desta forma que o empresário e antigo presidente do grupo Media Capital, Miguel Pais do Amaral, resumiu a sua opinião sobre o alegado papel do ex-director-geral da TVI, José Eduardo Moniz, na queda do governo liderado por Pedro Santana Lopes. “Houve um período em que a TVI se desviou de uma linha de isenção. Durante o governo de Pedro Santana Lopes, [Moniz] contribuiu para a sua queda”.

As palavras de Pais do Amaral foram proferidas esta tarde, à saída da comissão de Ética Sociedade e Cultura e surgiram como justificação para os “problemas”, que invocara minutos antes, na sua relação com Moniz antes de vender ao grupo espanhol Prisa a sua participação no capital da dona da TVI. “Chamei-lhe a atenção: uma estação de televisão não existe para derrubar governos, mas sim para prestar informação credível”, explicou, confirmando que esse período “coincidiu com a altura de Marcelo Rebelo de Sousa” no comentário político da estação.
Mas questionado sobre se teria sido essa sua intervenção a motivar a saída de Marcelo da estação, Pais do Amaral deixou a resposta no ar: “Os jornalistas fazem as interpretações que quiserem”.

José Eduardo Moniz já reagiu às afirmações de Pais Amaral, acusando-o de não conhecer a TVI.


Retirado de ionline.pt

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