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11 de abril de 2010

CORRUPÇÃO NO BRASIL

DEPUTADA BRASILEIRA DENUNCIA CORRUPÇÃO
E TORNA-SE ESTRELA NA INTERNET

Fonte: YouTube

A deputada estadual brasileira Cidinha Campos, já conhecida pelos seus discursos inflamados contra a corrupção, tornou-se numa estrela da Internet quando um vídeo de uma das suas intervenções foi publicado no YouTube.

Retirado de videos.publico.pt




Deputada Cidinha Campos
Reportagem feita pela Tv Portuguesa RTP


7 de abril de 2010

BILDERBERG E A POLÍTICA

BILDERBERG

Não passou despercebida, na quinta-feira passada, à beira das eleições internas no PSD, a notícia de que Francisco Pinto Balsemão tinha convidado Paulo Rangel para participar na reunião deste ano do famoso Clube de Bilderberg. Rangel acabou por perder para Passos Coelhos, mas a mensagem estava dada: “os poderosos do mundo” viam nele o “homem do futuro”. Viu-se. Em torno de Bilderberg criou-se em Portugal uma mitologia provinciana e deslumbrada, segundo a qual “quem vai ao Clube está na calha para o Poder”. Esta fama deve-se, sem dúvida, ao facto de Durão Barroso, Santana Lopes e José Sócrates (numa longa lista de notáveis da política portuguesa) terem recebido idênticos convites antes de acederem à chefia do Governo. Ora, por mais que a ilusão do “super-poder” do Clube de Bilderberg se encaixe, como uma luva, numa das alíneas contemporâneas da teoria da conspiração, convém que não nos deixemos embaciar excessivamente. O Clube não é secreto: as suas reuniões, a sua agenda e o seu rol de participantes são divulgados com abundância na Comunicação Social – e relatos pormenorizados do que lá se passa são anualmente publicados por jornalistas de relevo internacional convidados para assistir. O Clube nada decide, politicamente: por mais que alguns dos seus participantes gostassem, não é o “governo-sombra do mundo” nem de lá sai qualquer “plano oculto de dominação”. Desconfiemos sempre do “secretismo” e do “ocultismo” de quem se auto-apregoa na praça pública: se fosse realmente “secreto”, nem sonharíamos com a sua existência. O que é, então, o Clube de Bilderberg? É, isso sim, um poderoso “lobby” onde banqueiros e financeiros vão comunicar o que lhes convinha para o próximo ano, envolvendo à mistura uma dúzia de políticos e barões da Imprensa, para que ouçam o que é preciso ouvirem. Depois, em cada país, Balsemões e Espíritos Santos tratam de ampliar a sua própria “importância internacional”, fazendo divulgar a ideia de que são eles quem decide políticas e escolhe políticos. Cair nesta patranha é fazer o que eles esperam que façamos. E assim nos esquecemos de perguntar onde é que, realmente, tudo se decide…

Retirado de jornalodiabo.blogspot.com

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OS IMPOSTOS E A CORRUPÇÃO

ONDE TUDO ISTO NOS LEVA…
06/04/10 00:01 | Miguel Coutinho

Era suposto que as crises económicas incluíssem um serviço ‘take away’ de realismo e humildade.

Num país que cultiva a inveja, elas limitam-se a estimular o ‘voyeurismo'. Um grupo de deputados socialistas insiste que a publicitação generalizada das declarações de impostos é uma forma eficaz de combater a corrupção. Talvez, nalguns países nórdicos, medidas como esta sejam encaradas com naturalidade, sem abusos, nem despertando populismos. Aqui, no actual contexto social e económico, elas são um rastilho. Uma coisa é defender a flexibilização do sigilo bancário para investigar a fraude e evasão fiscal, outra totalmente distinta é expor na internet a situação patrimonial de todos os contribuintes, permitindo que qualquer cidadão, sem um interesse legítimo, aceda a esses dados.

O que está em causa, aparentemente contra a vontade do primeiro-ministro, é o regresso a um ambiente PREC. Se alguém cumpre as suas obrigações fiscais, que direito temos de vasculhar a sua situação patrimonial? Não é difícil imaginar onde tudo isto nos leva...
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Miguel Coutinho
miguel.coutinho@economico.pt

Retirado de economico.sapo.pt

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6 de abril de 2010

DEPUTADOS

SÓCRATES ASSINOU 21 PROJECTOS DE CASAS
QUANDO JÁ ERA DEPUTADO
por Mariana de Araújo Barbosa, Publicado em 05 de Abril de 2010

O primeiro-ministro José Sócrates assinou 21 projectos de casas quando já era deputado exclusivo na Assembleia da República, avança hoje o jornal Público.
José Sócrates foi afastado pela câmara da Guarda da direcção técnica de obras particuares de projectos de que era autor, entre 1990 e 1991, depois de ter sido várias vezes alertado pela falta de qualidade dos projectos e da falta de acompanhamento de obras, escreve o jornal.
De acordo com a notícia, o primeiro-ministro terá sido inclusivamente ameaçado com sanções disciplinares.
O jornal terá tido acesso a 26 processos de licenciamento do arquivo Municipal da Guarda em que o primeiro-ministro esteve envolvido como projectista e responsável de obra entre 1987 e 1990, numa altura em que acumulava funções com as de deputado na Assembleia da República. Em dois dos processos, José Sócrates foi susbtituído por outros técnicos depois de ter sido repreendido por escrito pelo presidente da câmara da altura, Abílio Curto, mais tarde a cumprir pena de prisão por crime de corrupção.

Retirado de ionline.pt


Ver ainda n' O Público

José Sócrates confirma projectos na Guarda mas nega ilegalidades
07:49 José António Cerejo, Maria Lopes
Parecer da Procuradoria-Geral da República sobre regime de dedicação exclusiva dos deputados nada diz sobre remunerações.

  • Câmara da Guarda afastou José Sócrates da direcção de obras nos anos 90 e repreendeu-o por desleixo profissional


  • Projectos assinados quando estava em exclusividade em São Bento são pelo menos 21


  • As perguntas a que José Sócrates não respondeu


  • Sócrates garante não ter sido remunerado por projectos de habitação


  • A carta do primeiro-ministro



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    SUBSÍDIOS PARA POLÍTICOS

    NOTÍCIAS DA REGABOFELÂNDIA

    Clique na imagem para ampliar

    Retirado de jornalodiabo.blogspot.com

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    DÍVIDAS NOSSAS AOS POLÍTICOS

    JÁ DEVEMOS 30 MIL EUROS A INÊS DE MEDEIROS...

    A deputada socialista candidatou-se com a morada de Lisboa mas inscreveu-se na Assembleia com a morada de Paris. A lei deixa, mas o Parlamento, envergonhado, ainda nada pagou.

    Retirado de jornalodiabo.blogspot.com

    Clique na imagem para aumentar

    MENTIRAS

    "MENTIRA POR MENTIRA, 
    ANTES A DO SÓCRATES DO QUE A DO DURÃO!..."

    «Se Sócrates mentiu, nem acho que seja muito grave»
    Inês de Medeiros
    Por Redacção de A Bola

    A deputada do PS considera que «se Sócrates mentiu», a propósito da tentativa de compra da TVI por parte da Portugal Telecom (PT), esse não é um comportamento «muito grave».

    «Não sei se mentiu ou se não mentiu. Mas, se mentiu, nem acho que seja assim muito grave», afirmou Medeiros, à revista Sábado.

    «Nada me leva a crer que tenha mentido. Se sabia que havia possibilidade de negócio? Acho que toda a gente sabia. Ou não é normal a PT tentar comprar uma televisão», acrescentou.

    Para Inês de Medeiros, «mentira muito mais grave» foi a que disse Durão Barroso, ao garantir «que tinha visto as provas das armas de destruição massiva no Iraque».
    18:54 - 11-03-2010

    Retirado de abola.pt

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    31 de março de 2010

    CORRUPÇÃO E POLÍTICOS

    A CORRUPÇÃO POLÍTICA ESTÁ À SOLTA

    Parlamento
    Cravinho: "A corrupção política está à solta"
    31.03.2010 - 07:35 Por Nuno Sá Lourenço

    Veio de Londres para dizer aos deputados que "a corrupção política está à solta" e que nada fazer em relação a isso era deixar o essencial de fora. João Cravinho falou na comissão anticorrupção, onde abordou "questões de fundo" e algumas "sugestões avulsas".

    Para o ex-ministro socialista e principal proponente da última vaga de leis de combate à corrupção, a "peça fundamental" nesta luta é "despartidarizar a administração pública e escolher dirigentes públicos pelo mérito e competência".

    Por o considerar essencial, foi muito específico nas suas propostas. Defendeu o fim de nomeações políticas em "toda a administração directa e indirecta, gestores de sociedades de capital público e em empresas onde há participação do Estado".

    Apresentou uma solução para os processos de contratação de dirigentes, com a inclusão de uma comissão independente mandatada para organizar o processo de selecção, aberto a todos os cidadãos, propondo depois "dois ou três candidatos". Ao ministro da tutela cabia apenas arrancar com o processo, indicando um perfil, mas escolhendo sempre entre os dois ou três nomes propostos pela comissão.

    Já antes tinha explicado o porquê da proposta. A actual lei, denunciou, "conduz à partidarização", falando mesmo em "casos significativos" em Portugal de "manifestações de redes de tráfico de influência que desviam a administração dos seus objectivos últimos".

    A rematar, foi particularmente duro com o Governo: "Não podemos continuar a ter um governo sem estratégia explícita de combate à corrupção", defendeu, para depois perguntar para que serviam "700 planos de anticorrupção" se o executivo não tomava em mãos a iniciativa. E classificou o actual estado das leis como um "problema de vontade política".

    O agora responsável no Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento avançou depois com uma bateria de propostas "avulsas".

    Entre estas propôs premiar cidadãos que avançassem com processos contra causadores de lesão dos interesses financeiros do Estado. No caso do processo judicial "propiciar activos financeiros ao Estado", "o cidadão em causa teria o direito a 15 a 20 por cento [do valor recuperado], ditado pelo tribunal".

    Sobre os offshores defendeu que "as entidades de que não se conheça o beneficiário último não poderá ter personalidade jurídica".

    Sobre contratos públicos de grande complexidade, João Cravinho aventou "uma auditoria em tempo real responsável e responsabilizável".

    Retirado de publico.pt

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    29 de março de 2010

    CORRUPÇÃO

    EVASÃO FISCAL - JOÃO CRAVINHO APONTA “FALTA DE VONTADE POLÍTICA” PARA COMBATER CORRUPÇÃO

    O ex-ministro socialista denuncia que há "falta de vontade política, e o que é mais importante, determinação e coragem” para combater a corrupção em Portugal. João Cravinho sustenta que é preciso começar pelo combate à evasão fiscal. Sublinhou que há ainda muita coisa por fazer no país e que a sociedade portuguesa está relativamente adormecida ou inoperante face às grandes ameaças que a corrupção traz à vida colectiva.

    "Eu propus na legislação, e obviamente não foi aceite - o acento está no obviamente - que se diga: sempre que houver um caso de corrupção é preciso investigar o superior", declarou o ex-ministro socialista, ontem à noite, em Vila Nova de Gaia, onde foi falar sobre "Corrupção e Off-Shores".

    "Porquê? Por omissão? Por negligência? Por desatenção? Não porque entenda que o superior também meteu a mão na massa (...) Entendo é que ninguém pode ter um cargo de dirigente e ser irresponsável em relação a tudo quanto sucede à sua volta", sublinhou o autor de um conjunto de medidas anti-corrupção, rejeitadas em 2006 no Parlamento pelo PS, o partido em que milita.

    Perante uma plateia em que pontuavam o ex-presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Narciso Miranda (PS), e dois antigos vereadores do Urbanismo da autarquia do Porto, Gomes Fernandes (PS) e Paulo Morais (PSD), João Cravinho disse ver com "gosto" a entrada "pela porta das traseiras" de propostas suas, enquanto "pela porta da frente se continua a negar o essencial".

    João Cravinho, que de momento é administrador do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento, considera que "a sociedade portuguesa está relativamente adormecida ou inoperante face às grandes ameaças que a corrupção traz à nossa vida colectiva".

    Sobre o trabalho do Governo no combate à corrupção, o ex-governante socialista vê "uma grande tolerância relativamente à corrupção. Dá a impressão que é uma inevitabilidade; governo atrás de governo, parlamento atrás de parlamento, o julgamento que muitas vezes se faz é que 'são todos assim'".

    O trabalho de Guilherme de Oliveira Martins, à frente do Tribunal de Contas, foi elogiado pelo palestrante, por terem como base os "planos de prevenção da corrupção". Estes planos são a "peça fundamental do ponto de vista da administração, mas curiosamente o Partido Socialista rejeitou-os", assinalou.

    O ex-governante prefere esperar pelo fim da Comissão Parlamentar de Combate à Corrupção, liderada pelo também socialista Vera Jardim, para fazer um balanço da sua actividade.

    Cravinho considera que "carga" do PEC está "mal distribuída"

    Na sua intervenção sobre "Corrupção e Off-shores", o ex-deputado defendeu que "não há rigorosamente nenhum caso de corrupção que não tenha por trás uma teia de paraísos fiscais utilizados pelo crime organizado e para efeitos de evasão fiscal e de lavagem de dinheiro.
    Por isso, sublinha que um programa de combate à corrupção deverá começar por impedir a evasão fiscal.

    O Fundo Monetário Internacional calcula que a lavagem de dinheiro a nível mundial representa "cerca de 3 a 3,5 por cento do Produto Interno Bruto global", disse João Cravinho.

    Sobre o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), o ex-ministro considera-o "absolutamente necessário" e admite que venham a ser precisas "medidas ainda mais duras" mas "o problema é quem paga. Acho que a carga está mal distribuída e fiz 10 propostas concretas no sentido de aliviar aqueles que são mais fracos e penalizar os que são mais fortes", sustenta.

    Retirado de tv1.rtp.pt 

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    24 de março de 2010

    POLÍTICOS INDEPENDENTES

    O MOLHO DE BRÓCULOS, OS INDEPENDENTES...
    24/03/10 00:01 | Miguel Coutinho

    Ninguém parece querer assumir o pagamento das viagens da deputada Inês de Medeiros a Paris. “Eu é que não as pago”, diz a também actriz e realizadora de cinema.

    Ela tem razão: quando foi convidada para ser deputada garantiram-lhe o pagamento das viagens até à cidade onde vivia e onde reside a sua família.

    O PS e o PSD têm uma predilecção especial para escolher independentes para as suas listas de deputados. Quase sempre figuras públicas, os independentes são uma flor na lapela e um sinal de abertura à sociedade civil que os partidos adoram ostentar. Por vezes, a lua-de-mel com os deputados independentes acaba mal pela insistência destes em comportarem-se como independentes. Acrescente-se agora outro problema: têm o bom gosto de viver em cidades como Paris. O molho de bróculos, estes independentes...
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    Miguel Coutinho
    miguel.coutinho@economico.pt

    Retirado de economico.sapo.pt

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    14 de março de 2010

    POLÍTICOS

    sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010
    MANUEL ALEGRE - UM DESERTOR
    recebido por e-mail

    ...Manuel Alegre, durante a guerra do Ultramar era locutor da rádio Argel, onde se congratulava pela morte de soldados portugueses às mãos dos terroristas... Mas já tivemos um traidor como Mário Soares, que pisou a bandeira nacional...por isso não me admiro se tivermos outro...É porque a maioria merece, é por isso que este país está perdido!


    Manuel Alegre - um DESERTOR


    Senhora D. Maria Celeste Amado

    Muito obrigado pelo seu concordante comentário sobre a potencial candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República.
    Teria preferido, a bem da nossa Nação, que o seu comentário fosse no sentido de me provar que estou errado, o que, lamentavelmente eu não vou ouvir de ninguém.
    Sabe, o que mais me incomoda é que, com 2 filhos e 6 netos, olho para o meu "prazo de validade" a chegar ao fim e sei que vou morrer com a angústia de lhes deixar um País, uma Nação, governados por aquilo que já o nosso saudoso Rei D. Pedro V - infelizmente morto na flor da idade - descrevia, na sua correspondência para o seu tio Alberto, marido da Rainha Vitória de Inglaterra, como uma "canalhocracia".
    E inquieta-me profundamente que, desse último quartel do século XIX até aos nossos dias, não só nada tenha mudado para melhor, como a imunda República que nos governa, cujo primeiro centenário que este ano os socialistas irão celebrar e que custará aos contribuintes DEZ MILHÕES DE EUROS tenha, pela sua prática política legitimado que possamos dizer, hoje, que não é mais uma canalhocracia que nos governa, mas sim (e salvo raras e honrosas excepções) uma "quadrilhocracia".
    Na minha qualidade de cidadão em uniforme que dedicou à nossa Pátria os melhores anos de toda a sua vida, a troco de um prato de lentilhas, já vi quase de tudo e, como anteriormente afirmei, só me falta ver Manuel Alegre - um DESERTOR - eleito PRESIDENTE DA REPÚBLICA e, nessa qualidade e por inerência do cargo, como Comandante Supremo das Forças Armadas Portuguesas.
    Espero que os portugueses acordem antes que tal possa acontecer. Cordialmente,

    Fernando Paula Vicente
    Maj-General da FAP (Ref.)

    Publicada por Safira em 15:13
    Retirado de http://escoladopresente.blogspot.com/2010/02/manuel-alegre-um-desertor.html

    17 de agosto de 2009

    LICENCIATURAS

    LICENCIATURA NA INDEPENDENTE

    Escândalos da democracia: José Sócrates acabou o curso num domingo
    Publicado em 17 de Agosto de 2009
    O dossier da licenciatura do primeiro-ministro na Universidade Independente tem falhas

    O processo da licenciatura do primeiro-ministro, José Sócrates, na Universidade Independente (UnI) começa a levantar dúvidas em 2005: há documentos por assinar e carimbar, datas confusas, contradições nas notas, professores repetidos. As falhas são pela primeira vez mencionadas no blogue "Do Portugal Profundo" e só passados dois anos emergem nas primeiras páginas dos jornais. Foi o primeiro grande escândalo da democracia lusa a nascer na Internet.

    No início de 2007, o reitor da Universidade Independente, Luís Arouca, afasta o vice-reitor, Rui Verde, acusando-o de corrupção e falsificação de documentos. A instituição começa a ser investigada. Por essa altura, os rumores sobre a licenciatura do ex-ministro do Ambiente na blogosfera já são demasiado fortes.
    Em Março, um jornalista do Público tem acesso às dezassete folhas do processo na Independente e, no dia 22, publica a investigação. O primeiro-ministro terminou o bacharelato no Instituto Superior de Engenharia Civil de Coimbra em 1979. Quinze anos mais tarde, já deputado, inscreve-se no curso do ISEL (Instituto Superior de Engenharia de Lisboa), onde termina dez cadeiras semestrais e deixa 12 por fazer. Em 1995, o reitor da Independente aceita a sua inscrição - sem receber o certificado de habilitações do ISEL (chega depois). Na UnI, conclui cinco disciplinas - entre as quais, o célebre Inglês Técnico -, três leccionadas pelo mesmo professor. As classificações de quatro cadeiras são lançadas num domingo de Agosto.

    Os jornais agarram a história e começam a surgir referências a pressões. Ouvidos pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), os responsáveis pelo PÚBLICO, SIC e Rádio Renascença (RR) falam mesmo em ameaças. "Não foi uma ameaça formal, mas houve uma alusão ao tribunal", afirmou o director de informação da RR sobre um telefonema do gabinete do executivo.

    Duas semanas depois, Sócrates cede e dá uma entrevista à RTP. Defende-se argumentando que "um aluno não é responsável pelo funcionamento" da sua universidade e que integrava uma turma "especial, de alunos oriundos de outras instituições". Semanas antes, o Público confrontara o seu gabinete com o facto de a Ordem dos Engenheiros não lhe reconhecer o título profissional de "engenheiro civil". Nos dias seguintes, o currículo oficial do primeiro-ministro no portal do Governo é modificado e passa a identificar Sócrates como "licenciado em Engenharia Civil". Em relação a este assunto, o chefe de Governo diz à RTP que não será "nem o primeiro nem o último engenheiro técnico a ser designado de engenheiro, o que - toda a gente sabe - é uma designação social e de cortesia."

    No dia 3 de Novembro, o jornal "Expresso" garante que Sócrates se candidatara a uma pós-graduação no ISCTE utilizando um currículo onde incluía a prática de funções de engenharia civil na Câmara da Covilhã entre 1981 e 1987. É nesta altura que os portugueses descobrem as casas forradas a azulejos com projectos de engenharia assinados pelo seu primeiro-ministro.

    A Procuradoria-Geral da República abre um inquérito sobre a polémica, mas arquiva-o dias depois. "Da análise conjugada de todos os elementos de prova carreados para os autos resultou não se ter verificado a prática de crime de falsificação de documento autêntico", concluiu. Sobre o processo que Sócrates move contra o autor do blogue "Do Portugal Profundo", as procuradoras consideraram que os escritos de António Balbino se inscrevem "no exercício do direito de crítica".

    Retirado de ionline.pt

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