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12 de outubro de 2010

ESCANDALOSO!!! RTP - EMPRESA PÚBLICA PAGA SALÁRIOS OFENSIVOS

É vergonhoso !
Posted by David Vasconcelos às 14:04 de 3 de Outubro de 2010



A CAUSA DA SUBIDA DOS IMPOSTOS ANUNCIADA PELO 1º ministro MAFIOSO É A SEGUINTE:

OS POLÍTICOS ALTOS MILITARES E ALTOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS TEM ANDADO A ROUBAR O PAÍS

ESQUEMAS DE SAQUE ATRAVÉS DE ALTOS SALÁRIOS, CORRUPÇÕES DE ADJUDICAÇÕES
PÚBLICAS FRAUDULENTAS , FACTURAS FALSAS ETC ETC.

UM EXEMPLO ENTRE MILHARES.

Vergonhoso! RTP

ESCANDALOSO!!! RTP - EMPRESA PÚBLICA PAGA SALÁRIOS OFENSIVOS

AJUDEM A DIVULGAR

SALÁRIOS COMO ESTES É QUE O GOVERNO DEVE CORTAR TANTO NO SUBSÍDIO DE FÉRIAS E DE NATAL, COMO BAIXÁ-LOS EM 50% E NÃO APENAS EM 5% !!!

RAPIDAMENTE O PAÍS SAIRIA DA RECESSÃO E AÍ SIM, SERIA O "CAMPEÃO DO CRESCIMENTO" COMO AFIRMOU SÓCRATES HÁ UNS TEMPOS ATRÁS NUM JORNAL DIÁRIO.

E ainda se pensa que os Professores e os F. Públicos é que ganham bem...

Tratando-se a RTP de uma empresa pública, sustentada pelos nossos impostos, interessante era comparar tais salários com os praticados na SIC e TVI, empresas privadas.

Judite de Sousa (14.720 €), José Alberto de Carvalho (15.999 €) e José Rodrigues dos Santos (14.644 €), o dobro do que recebe o primeiro-ministro José Sócrates e muito mais que o Presidente da República.
José Alberto Carvalho tem como vencimento ilíquido e sem contar com as ajudas de custos a quantia de 15.999 €/mês, como director de informação.
A directora-adjunta. Judite de Sousa, 14.720 €.
José Rodrigues dos Santos recebe como pivôt 14.644 €/mês.
O director-adjunto do Porto, Carlos Daniel aufere 10.188 € brutos, remunerações estas que não contemplam ajudas de custos, viaturas Audi de serviço e mais o cartão de combustíveis Frota Galp.
De salientar que o Presidente da República recebe mensalmente o salário ilíquido de 10.381 € e o primeiro-ministro José Sócrates recebe 7.786 €

Outros escândalos:-
- Director de Programas, José Fragoso: 12.836 euros
- Directora de Produção, Maria José Nunes: 10.594 €
- Pivôt, João Adelino Faria: 9.736 € 
- Director Financeiro, Teixeira de Bastos: 8.500 €
- Director de Compras, Pedro Reis: 5.200 €
- Director do Gabinete Institucional (?), Afonso Rato: 4.000 €
- Paulo Dentinho, jornalista: 5.330 €
- Rosa Veloso, jornalista: 3.984 €
- Ana Gaivotas, relações públicas: 3.984 €
- Rui Lagartinho, repórter: 2.530 €
- Rui Lopes da Silva, jornalista: 1900 €
- Isabel Damásio, jornalista: 2.450 €
- Patrícia Galo, jornalista: 2.846 €
- Maria João Gama, RTP Memória: 2.350 €
- Ana Fischer, ex-directora do pessoal: 5.800 €
- Margarida Neves de Sousa, jornalista: 2.393 €
- Helder Conduto, jornalista: 4.000 €
- Ana Ribeiro, jornalista: 2.950 €
- Marisa Garrido, directora de pessoal: 7.300 €
- Jacinto Godinho, jornalista: 4.100 €
- Patrícia Lucas, jornalista: 2.100 €
- Anabela Saint-Maurice: 2.800 €
- Jaime Fernandes, assessor da direcção: 6.162 €
- João Tomé de Carvalho, pivôt: 3.550 €
- António Simas, director de meios: 6.200 €
- Alexandre Simas, jornalista nos Açores: 4.800 €
- António Esteves Martins, jornalista em Bruxelas: 2.986 € (sem ajudas)
- Margarida Metelo, jornalista: 3.200 €

ISTO É UM ESCÂNDALO!!!

Vencimentos "justos" (??): 
Directores: 5.000 € sem ajudas de custos
Pivôt: 3.500 € sem ajudas de custos
Jornalistas: Três escalões -
Escalão A: 3.000 €
Escalão B: 2.400 €
Escalão C: 1.900 €
Tanto mal dizem estes jornalistas, dos Funcionários Públicos... queria dizer, Trabalhadores em Funções Públicas, que sacam o dinheiro dos nossos impostos.

in
http://www.causes.com/causes/497195
http://apps.facebook.com/causes/posts/556692?m=e6adcb0e

1 de julho de 2010

QUEIROZ GANHA 15 VEZES MAIS QUE CAVACO

«Carlos Queiroz 1,6 MILHÕES € por ano»

«Seleccionador ganha mais ao mês que Presidente da República num ano»

«Treinador tem contrato até ao Europeu de 2012»

«DESPEDIR TÉCNICO CUSTA 3,2 MILHÕES»

Retirado da Capa do Correio da Manhã

21 de abril de 2010

A LEI 2105 (DE 1960...) E OS ACTUAIS VENCIMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO

Opinião de Vasco Garcia | www.acorianooriental.pt
2010-04-06

Acabemos de vez com este desbragamento, este verdadeiro insulto à dignidade de quem trabalha para conseguir atingir a meta de pagar as contas no fim do mês. Corria o ano de 1960 quando foi publicada no “Diário do Governo” de 6 de Junho a Lei 2105, com a assinatura de Américo Tomaz, Presidente da República, e do Presidente do Conselho de Ministros, Oliveira Salazar. Conforme nos descreve Pedro Jorge de Castro no seu livro “Salazar e os milionários”, publicado pela Quetzal em 2009, essa lei destinou-se a disciplinar e moralizar as remunerações recebidas pelos gestores do Estado, fosse em que tipo de estabelecimentos fosse. Eram abrangidos os organismos estatais, as empresas concessionárias de serviços públicos onde o Estado tivesse participação accionista, ou ainda aquelas que usufruíssem de financiamentos públicos ou “que explorassem actividades em regime de exclusivo”. Não escapava nada onde houvesse investimento do dinheiro dos contribuintes. E que dizia, em resumo, a Lei 2105? Dizia que ninguém que ocupasse esses lugares de responsabilidade pública podia ganhar mais do que um Ministro. Claro que muitos empresários andaram logo a espiolhar as falhas e os buraquinhos por onde a 2105 pudesse ser torneada, o que terão de certo modo conseguido devido à redacção do diploma, que permitia aos administradores, segundo transcreve o autor do livro, “receber ainda importâncias até ao limite estabelecido, se aos empregados e trabalhadores da empresa for atribuída participação nos lucros”. A publicação desta lei altamente moralizadora ocorreu no Estado Novo de Salazar, vai dentro de 2 meses fazer 50 anos. Catorze anos depois desta lei “fascista”, em 13 de Setembro de 1974 (e seguindo sempre o que nos explica o livro de Pedro Castro), o Governo de Vasco Gonçalves, recém-saído do 25 de Abril, pegou na ambiguidade da Lei 2105 e, através do Decreto Lei 446/74, limitou os vencimentos dos gestores públicos e semi-públicos ao salário máximo de 1,5 vezes o vencimento de um Secretário de Estado. Vendo bem, Vasco Gonçalves, Silva Lopes e Rui Vilar, quando assinaram o 446/74, passaram simplesmente os vencimentos dos gestores do Estado do dobro do que ganhava um Ministro para uma vez e meia do que ganhava um Secretário de Estado. O Decreto- Lei justificava a correcção pelo facto da redacção pouco precisa da 2105 permitir “interpretações abusivas” permitindo “elevados vencimentos e não menos excessivas pensões de reforma”. Ao lermos esta legislação hoje, dá a impressão que se mudou, não de país, mas de planeta, porque isto era no tempo do “fascismo” (Lei 2105) ou do “comunismo” (Dec. Lei 446/74). Agora, é tudo muito melhor, sobretudo para os reis da fartazana que são os gestores do Estado dos nossos dias. Não admira, porque mudando-se os tempos, mudam-se as vontades, e onde o sector do Estado pesava 17% do PIB no auge da guerra colonial, com todas as suas brutais despesas, pesa agora 50%. E, como todos sabemos, é preciso gente muito competente e soberanamente bem paga para gerir os nossos dinheirinhos. Tão bem paga é essa gente que o homem que preside aos destinos da TAP, Fernando Pinto, que é o campeão dos salários de empresas públicas em Portugal (se fosse no Brasil, de onde veio, o problema não era nosso) ganha a monstruosidade de 420000 euros por mês, um ”pouco” mais que Henrique Granadeiro, o presidente da PT, o qual aufere a módica quantia de 365000 mensais. Aliás, estes dois são apenas o topo de uma imensa corte de gente que come e dorme à sombra do orçamento e do sacrifício dos contribuintes, como se pode ver pela lista divulgada recentemente por um jornal semanário, onde vêm nomes sonantes da nossa praça, dignos representantes do despautério e da pouca vergonha a que chegou a vida pública portuguesa. Assim – e seguindo sempre a linha do que foi publicado – conhecem-se 14 gestores públicos que ganham mais de 100000 euros por mês, dos quais 10 vencem mais de 200000. O ex-governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, o mesmo que estima à centésima o valor do défice português, embora nunca tenha acertado no seu valor real, ganhava 250000 euros/mês, antes de ir para o exílio dourado de Vice-Presidente do Banco Central Europeu. Não averiguei quanto irá vencer pela Europa, mas quase aposto que não será tanto como ganhava aqui na santa terra lusitana. Entretanto, para poupar uns 400 milhões nas deficitárias contas do Estado, o governo não hesita em cortar benefícios fiscais a pessoas que ganham por mês um centésimo, ou mesmo 200 e 300 vezes menos que os homens (porque, curiosamente, são todos homens…) da lista dourada que o “Sol” deu à luz há pouco tempo. Curioso é também comparar este valores salariais com os que vemos pagar a personalidades mundiais como o Presidente e o Vice-Presidente dos EUA, os Presidentes da França, da Rússia, e…de Portugal. Acabemos de vez com este desbragamento, este verdadeiro insulto à dignidade de quem trabalha para conseguir atingir a meta de pagar as contas no fim do mês. Não é preciso muito, nem sequer é preciso ir tão longe como o DL 446 de Vasco Gonçalves, Silva Lopes e Rui Vilar: basta ressuscitar a velhinha, mas pelos vistos revolucionária Lei 2105, assinada há 50 anos por Oliveira Salazar. Que tristeza!

9 de abril de 2010

VENCIMENTOS

REMUNERAÇÕES DE GESTORES

VÁRIOS CARGOS,
MAIS SALÁRIO

Hoje

José Honório

Além de ser presidente executivo da Portucel, José Honório é também administrador e membro da comissão executiva da Semapa. Assim sendo, o gestor recebeu, em 2009, 1,5 milhões de euros de remuneração. Destes, 243 mil euros foram pagos pela Portucel, sendo os restantes (1,3 milhões de euros) auferidos na Semapa. José Honório desempenha ainda muitas outras funções em empresas ligadas à indústria papeleira e aos cimentos, como a Secil, a Ciminpart ou a Portucel Florestal, entre outras, onde não é possível saber qual o salário do presidente executivo.

José Maria Ricciardi

Administrador executivo do BES e presidente da comissão executiva do Banco Espírito Santo de Investimento (BESI), o gestor é também membro do conselho geral e de supervisão da EDP, função pela qual também é remunerado. Assim, José Maria Ricciardi recebeu, em 2009, 860 mil euros de remuneração pelo seu trabalho no BES, a que se soma 39 mil euros pelo seu trabalho na eléctrica nacional. O gestor desempenha ainda funções em outras empresas da esfera Espírito Santo fora do grupo BES e no conselho fiscal do Sporting.

Ana Maria Fernandes

A presidente executiva da EDP Renováveis recebeu 247 mil euros pelo seu trabalho na empresa de energias alternativas. Mas, se a este valor se juntar a remuneração auferida na casa-mãe, a gestora levou para casa 2,5 milhões de euros. Do valor recebido na EDP, 316 mil euros dizem respeito a salário fixo, 451 mil euros ao bónus anual e o restante montante (1,4 milhões de euros) corresponde aos prémios multianuais do anterior mandato (2006-2008), à semelhança do que acontece com António Mexia, presidente executivo da eléctrica nacional.

Belmiro de Azevedo

Presidente do conselho de administração da Sonae SGPS, o gestor desempenha ainda funções em outras empresas da holding, motivo por que tem dois salários. Belmiro de Azevedo recebeu, assim , 618 mil euros de remuneração em 2009, dos quais 436 mil euros dizem respeito à Sonae SGPS e 182 mil correspondem ao seu cargo como presidente do conselho de administração da Sonae Indústria. O gestor que transformou a empresa de aglomerados de madeira num gigante grupo nacional só não está presente no conselho de administração da Sonaecom.

Fernando Ulrich

A presidência executiva do BPI não é o único cargo de Fernando Ulrich, que foi até Fevereiro de 2009 administrador não executivo da Semapa. Assim, além dos 727 mil euros que auferiu da instituição bancária, o líder do BPI recebeu ainda 1600 euros, no ano passado, pelo seu trabalho no conselho de administração da cimenteira e papeleira. O gestor desempenha também funções como gerente da Viacer, Sociedade Gestora de Participações Sociais, e gerente da Petrocer, além de vários pelouros em várias empresas do grupo do banco, segundo o relatório e contas do BPI.

Paulo Azevedo

Além de presidente executivo da Sonae, Paulo Azevedo desempenha também os cargos de presidente do conselho de administração na Sonaecom e de administrador não executivo na Sonae Capital. Motivo pelo qual o gestor nortenho levou para casa 1,2 milhões de euros de remuneração em 2009. No entanto, a maior fatia deste bolo vem da Sonae SGPS, holding do grupo a que Paulo Azevedo preside. O gestor é ainda presidente do conselho de administração da Sonae Sierra, Sonae Distribuição, Sonaegest e MDS, entre outros cargos.

Retirado de dn.sapo.pt

VENCIMENTOS

REMUNERAÇÕES

GESTORES DO PSI-20 GANHARAM
76 MILHÕES EM 2009


por Maria João Espadinha Hoje

As 17 empresas cotadas no PSI-20 que já divulgaram os seus relatórios de gestão pagaram, no ano passado, 76 milhões de euros aos administradores executivos. Só os presidentes destas companhias receberam 17,3 milhões de euros entre salários fixos, bónus e prémios

Apesar de ter sido um ano pautado pela crise, esta parece não ter afectado as empresas cotadas no principal índice bolsista nacional, já que quase todos os presidentes destas companhias receberam prémios indexados aos resultados. No total, as 17 empresas que já divulgaram as remunerações dos seus conselhos de administração - ou seja, que já enviaram o relatório de gestão da sociedade ao regulador do mercado, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) - pagaram 76 milhões de euros à sua equipa de gestão.

Só os presidentes executivos destas companhias receberam 17,3 milhões de euros entre salários fixos, bónus e prémios. O 'campeão' das remunerações em 2009 foi António Mexia, presidente executivo da EDP, que auferiu um total de 3,1 milhões de euros. Destes, apenas 703 mil euros dizem respeito a salário fixo, já que o restante foi atribuído em forma de bónus anual - respeitante ao desempenho da empresa no ano anterior - e em prémios plurianuais - relativos ao cumprimento de objectivos do mandato anterior, que terminou em 2008. Este o motivo por que o total auferido por Mexia em 2009 foi quase de dois milhões de euros, superior ao recebido no ano anterior.

Também Zeinal Bava, presidente executivo da Portugal Telecom, beneficiou de prémios plurianuais devido ao fim do mandato. O gestor recebeu 2,5 milhões de euros em 2009, dos quais um milhão de bónus é referente ao seu trabalho entre 2006/2008.

Na banca, Ricardo Salgado, presidente executivo do BES, é o mais bem remunerado ao receber um milhão de euros entre salário fixo e variável. Segue-se Fernando Ulrich, presidente do BPI, que auferiu 727 mil euros. Já Carlos Santos Ferreira, líder do BCP, fica em último lugar, com 650 mil euros, já que os administradores executivos e não executivos do banco não tiveram direito a qualquer tipo de bónus ou prémio no ano passado, regra que se manterá em 2010.

Quando comparadas as remunerações das equipas de gestão com os lucros obtidos por estas empresas, os administradores da Sonaecom são os mais bem pagos, pois os quase 2,8 milhões de euros pagos aos gestores da operadora de telecomunicações correspondem a 47% dos resultados líquidos de 2009.

Das 20 empresas cotadas no PSI-20, apenas a Sonae Indústria apresentou prejuízos no ano passado. No entanto, isso não impediu a holding de Belmiro de Azevedo de premiar os seus gestores com bónus de curto e médio prazo. No total, a equipa liderada por Carlos Bianchi de Aguiar recebeu um milhão de euros em 2009.

Apesar da boa performance da maioria das empresas do principal índice nacional, há gestores que não tiveram direito a bónus ou prémios. É o caso de Carlos Santos Ferreira, presidente do BCP, como já foi referido, e ainda de Vasco de Mello, líder da Brisa, e de Ana Maria Fernandes, presidente executiva da EDP Renováveis.

No caso do responsável da concessionária nacional, foi o próprio gestor que abdicou dos seus prémios no ano passado, segundo o relatório sobre o governo da sociedade da empresa, recebendo apenas um salário fixo de quase 433 mil euros e benefícios de cerca de 60 mil euros. Já a líder da EDP Renováveis recebeu apenas, desta companhia, um salário fixo de 247 mil euros.

Retirado de dn.sapo.pt

8 de abril de 2010

VENCIMENTOS

SABE QUEM SÃO OS GESTORES
QUE GANHAM MAIS?

A ronda foi feita às 20 maiores empresas da bolsa nacional. Veja quem ficou em primeiro lugar

Por Redacção RL 2010-04-01 12:26

Com as remunerações fixas, variáveis e prémios plurianuais, o presidente executivo das empresas do PSI20 (principal índice bolsista) que mais ganhou em 2009 foi António Mexia. O responsável pela EDP auferiu 3,1 milhões de euros num só ano.

António Mexia destrona, assim, o presidente da Galp, Ferreira de Oliveira, que liderava a tabela ao ganhar 1,6 milhões de euros.


O presidente executivo da eléctrica conquistou o primeiro lugar do ranking por ter recebido um prémio pelo mandato de 2006 a 2008 no valor de 1,8 milhões de euros. Sem este bónus, Mexia ocuparia o terceiro lugar da tabela, ao auferir «apenas» a remuneração fixa e variável no valor de 1,3 milhões de euros.


No segundo lugar ficou o presidente executivo da PT que recebeu 1,5 milhões de euros, a somar mais 1 milhão de euros pelo prémio do mandato de 2006 a 2009. No total, Zeinal Bava recebeu 2,5 milhões de euros.

Em quarto lugar está o dono da TV Cabo, Rodrigo Costa, que auferiu 1,34 milhões de euros no ano passado.

O senhor que se segue é um banqueiro: Ricardo Salgado, do BES, ganhou em 2009 um milhão de euros.


A lista continua com Paulo Azevedo (Sonae), que recebeu 800 mil euros, Jorge Coelho (Mota-Engil), com uma remuneração de 702 mil euros, Palha Silva (da Jerónimo Martins), que ganhou 662 mil euros, e Santos Ferreira (BCP) com 650 mil euros anuais.

As informações fazem parte dos relatórios do governo cooperativo das empresas. Zon, Cimpor, Altri, BPI e Sonaecom ainda não divulgaram estes dados.

[Notícia actualizada às 18h17 com mais informação]

Retirado de agenciafinanceira.iol.pt

VENCIMENTOS

VALORES PAGOS AO PRESIDENTE DA EDP
SÃO «OBSCENOS»

Mira Amaral também já veio dizer que a remuneração de António Mexia é «economicamente chocante»

Por Redacção LF 2010-04-04 18:30

O dirigente socialista António José Seguro considerou «obscenos» os valores das remunerações referentes a 2009 pagas ao presidente executivo da EDP, António Mexia, que terão atingido 3,1 milhões de euros.


«Em fase de enormes dificuldades e de exigência de sacrifícios aos portugueses, é incompreensível como se atingem estes valores remuneratórios. É uma imoralidade!», refere o ex-ministro de António Guterres e ex-líder parlamentar do PS, numa nota colocada no seu site antoniojoseseguro.com, citada pela Lusa.

Em declarações à agência Lusa, António José Seguro reiterou esta posição e observou ainda que a EDP é a empresa mais endividada do mercado de capitais português com 14,007 mil milhões de euros (mais 117 milhões do que em 2008).

Retirado de agenciafinanceira.iol.pt

VENCIMENTOS

ZON: RODRIGO COSTA GANHA
1,3 MILHÕES EM 2009

Presidente executivo soma a um salário de 695 mil, um prémio de 300 mil e um prémio extraordinário de 347,2 mil euros. É o quarto gestor do PSI20 que mais ganhou em 2009

Por Redacção RL 2010-04-01 18:06

O presidente executivo da Zon auferiu em 2009 uma remuneração de 1,3 milhões de euros, de acordo com o relatório de contas enviado esta quinta-feira à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Rodrigo Costa recebeu um salário fixo de 695 mil euros a que acresce um prémio de 300 mil euros.


A este valor soma-se um «prémio extraordinário, relativo a exercícios anteriores, associado ao cumprimento de compromissos passados» no valor de 347,2 mil euros.

Contas feitas, o presidente executivo da dona da TV Cabo ganhou 1,34 milhões de euros, ficando em quarto lugar na lista dos gestores das empresas do PSI20 em termos de remuneração final.

No total, a Zon pagou aos seus administradores (executivos e não executivos) 4,8 milhões de euros em salários, prémios, plano de acções e poupanças.

Retirado de agenciafinanceira.iol.pt

VENCIMENTOS

SALÁRIOS DOS GESTORES SÃO
«ECONOMICAMENTE CHOCANTES»

Só António Mexia, da EDP, vai receber 3,1 milhões relativos ao ano passado

Por Redacção LF com CPS 2010-04-03 19:00

[Actualizada às 18h11]

O presidente do Banco BIC e ex-ministro da Indústria e Energia do Governo de Cavaco Silva, Mira Amaral, considera que os salários dos gestores de empresas participadas pelo Estado são «um escândalo e um exagero».

Falando especificamente sobre a remuneração do presidente da EDP, António Mexia - que vai receber 3,1 milhões de euros relativos ao ano passado - o responsável disse que é «economicamente chocante».


«Se ele recebesse isso em mercado aberto, a vender bens transaccionáveis, eu como não sou socialista digo que até pode receber 10 milhões porque contribuiu para criar riqueza no país, não tem problema nenhum. Agora um tipo dessa ou de outra empresa que vive à custa de bens não transaccionáveis no mercado doméstico português, aí digo que é economicamente chocante», referiu Mira Amaral já na quinta-feira à SIC Notícias.

Mas esta segunda-feira, o antigo ministro de Cavaco Silva voltou à carga, juntando-se assim aos socialistas António José Seguro e João Soares. Em declarações à TSF, Mira Amaral lembrou que o Governo deve limitar o valor dos salários, já que o «Estado é defensor do interesse público».


«O Governo não pode assobiar para o lado e dizer que não tem nada a ver com o assunto, dado que a posição dominante que o Estado tem nestas empresas permite-lhe exercer uma moderação [em relação a estes valores]», atirou.

Mira Amaral alertou ainda que os critérios para as empresas privadas não podem aplicar-se da mesma maneira a empresas que têm como accionista maioritário o Estado. «Não estou a limitar que a PT e a EDP sejam plafonados pelo vencimento do Presidente da República, mas no sector empresarial em que o Estado tem Golden shares ou ainda é accionista, acho que estes valores financeiros são exagerados», sublinhou.

Estado recruta políticos com ordenados que são «um escândalo»

Também o antigo ministro socialista, Veiga Simão, disse esta segunda-feira ao Rádio Clube que o Estado recruta jovens políticos com ordenados que são «um escândalo nacional e uma vergonha» para a democracia.

«Servir o bem público era algo que muitos portugueses e de elevada capacidade e inteligência desejavam, mas hoje é muito fácil através de recrutamentos, designadamente nas juventudes partidárias, ocuparem lugares e obterem salários que são um escândalo nacional e uma vergonha para a democracia portuguesa», disse, depois de assegurar que «o país tem falta de uma visão estratégica e consequentemente de ideias».

Retirado de agenciafinanceira.iol.pt

VENCIMENTOS

«DESEQUILÍBRIO SALARIAL
EM PORTUGAL É EXCESSIVO»

Ministro da Economia critica discrepância dos salários. Quanto aos bónus dos gestores, Vieira da Silva diz, apenas, que «temos de respeitar»

Por Rita Leça 2010-04-06 17:10

«O desequilíbrio salarial em Portugal é excessivo». As palavras são do ministro da Economia, Vieira da Silva, que reagiu assim quando questionado sobre os salários e prémios que os gestores receberam pelo exercício de 2009.

«Trata-se de empresas cotadas e que definem as suas próprias regras. É assim que têm de ser entendidas e temos de respeitar», começou por dizer o governante aos jornalistas, à margem de um encontro com a Câmara do Comércio Luso-Espanhola.

«Nas economias modernas é assim que se age: quem mais ganha, mais paga», acrescentou Vieira da Silva, não deixando os jornalistas sem antes concluir: «Creio que o desequilíbrio salarial em Portugal é excessivo».

No ranking dos presidentes das empresas cotadas na bolsa nacional constam nomes como Ferreira de Oliveira, da Galp, Zeinal Bava, da PT, ou Ricardo Salgado, do BES. O primeiro lugar é ocupado por António Mexia, presidente executivo da EDP, com uma remuneração total de 3,1 milhões de euros.

Veja a justificação de António Mexia

Retirado de agenciafinanceira.iol.pt

VENCIMENTOS

QUANTO GANHAM OS GESTORES DA PT? 
SAIBA AQUI

Zeinal Bava e Henrique Granadeiro receberam mais de 1 milhão de euros

Por Redacção MD 2010-03-16 10:17


No total, o chairman e os sete gestores executivos da Portugal Telecom ganharam 3,2 milhões de euros em 2009.


Só o presidente executivo da operadora, Zeinal Bava, teve direito a 546 mil euros de salário fixo em 2009. Já o chairman, Henrique Granadeiro, somou 485.423 euros. Os restantes gestores executivos ¿ Luís Pacheco de Melo, Carlos Alves Duarte, Manuel Rosa da Silva, Shakhaf Wine e os dois arguidos no caso Face Oculta Rui Pedro Soares e Fernando Soares Carneiro - auferiram 364 mil euros cada um. Face à conjuntura económica, todos tiveram um corte de 10% nos seus rendimentos nesse ano.

Esta foi a primeira vez que uma empresa pública portuguesa divulga, no seu relatório de contas, os salários individuais dos seus gestores, uma regra imposta pelo regulador CMVM, mas que só era obrigatório entrar em prática no próximo ano.


Além dos salários, os gestores que já exerciam funções no anterior triénio (2006 a 2008), acrescem prémios de 3,8 milhões de euros. A Henrique Granadeiro e Zeinal Bava coube mais de um milhão de euros (1.019.271 euros) a cada. Menor foi o bónus individual - 587 mil euros - de Rui Pedro Soares, Luís Pacheco de Melo e António Caria.

Retirado de agenciafinanceira.iol.pt

VENCIMENTOS

PT: TRABALHADORES INDIGNADOS
COM MILHÕES DADOS AOS GESTORES

Zeinal Bava ganhou 25 vezes mais que o Presidente da República

Por Redacção PGM 2010-03-18 09:59

Os trabalhadores da PT estão «indignados» com os salários e prémios auferidos pelos gestores da empresa no ano passado.

Em comunicado, a Comissão de Trabalhadores da Portugal Telecom considera «falaciosa a argumentação da Administração quando, para justificar as exorbitâncias que recebe, diz que as suas remunerações são 35% menores do que as das suas congéneres a nível internacional», consideram os trabalhadores, que apelam aos administradores para que se «comparem com os portugueses».

Os trabalhadores lembram que «o Presidente Executivo da PT, ganhou, em média, 25 vezes mais que o Presidente da República de Portugal, embora tenha responsabilidades infinitesimamente menores; há em Portugal 2 milhões de portugueses que vivem abaixo do limiar da pobreza; o País tem mais de 600 mil desempregados; os trabalhadores da PT têm vindo, nos últimos anos, a perder poder de compra porque a Administração lhes impõe aumentos salariais insuficientes, congelamento dos salários, aumentos dos custos com a saúde, etc¿. Sendo o salário médio líquido na PT na ordem dos 1.250 euros, na melhor das hipóteses um trabalhador na PT teria de trabalhar mais de 100 anos para auferir um valor igual ao auferido pelo Eng.º Zeinal Bava em 2009».


«A CT vem publicamente expressar a sua indignação e exigir que se ponha cobro a tais práticas remuneratórias. Exigimos que a Administração inverta a sua política de distribuição da riqueza produzida através quer de aumentos salariais justos quer da alteração das matérias mais gravosas do Plano de Saúde», concluem.

Quem ganha o quê na PT

A Comissão de Trabalhadores acusa «accionistas e administradores» de se «ampararem mutuamente», dizendo que os primeiros receberam 515 milhões de euros e os segundos mais de 11 milhões.


«Em Março de 2009 a Assembleia-geral de Accionistas decidiu votar favoravelmente a proposta, apresentada pela Administração da PT, de pagamento de um dividendo de 5,57 euros por acção, resultando desse facto o pagamento de 515 milhões de euros de dividendos aos accionistas, cerca de 90% dos lucros da PT conseguidos no exercício de 2008. Por sua vez, a remuneração dos Órgãos de Administração da PT, durante o ano de 2009, foi de 11,37 milhões de euros (inclui os não executivos e os novos que foram nomeados em 27 de Março de 2009)», explica a Comissão.

Os trabalhadores sublinham que, de acordo com a informação publicada pela empresa, ao abrigo da nova lei, «ficamos a saber que em 2009, entre remuneração fixa e variável e mais prémio de fim de mandato, os quatro membros da Comissão Executiva mais o Presidente do Conselho de Administração da PT receberam» mais de 8,4 milhões de euros.

A Comissão discrimina os valores recebidos por cada gestor: 2,5 milhões para Zeinal Bava (presidente executivo), 1,67 milhões para Henrique Granadeiro (chairman), 1,64 milhões para Pacheco de Melo, 1,53 milhões para Rui Pedro Soares (administrador envolvido no caso Face Oculta) e 1,05 milhões para António Caria.

Retirado de agenciafinanceira.iol.pt

VENCIMENTOS

CGD: FARIA DE OLIVEIRA GANHOU
526 MIL EUROS EM 2009

Banqueiro aufere um salário base de 26,5 mil euros, a que se soma um prémio de gestão superior a 155 mil euros

Por Redacção RL 2010-04-08 20:04

O presidente da Caixa-Geral de Depósitos, Faria de Oliveira, recebeu 526 mil euros em remunerações e prémios durante 2009.

Por mês, o presidente da CGD auferiu 26,5 mil euros de salário base, ou seja 371 mil euros durante todo o ano passado.


Já em prémios de gestão, Faria de Oliveira ganhou 155 mil euros, segundo o Relatório sobre o Governo da Sociedade da Caixa, enviado esta quinta-feira à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Contas feitas, o banqueiro recebeu 526 mil euros.

O vice-presidente da Caixa, Francisco Bandeira, recebeu um salário base de 315,35 mil euros e um prémio de gestão de 135 mil euros.

VENCIMENTOS

«MEXIA GANHA MAIS NUMA SEMANA,
QUE CAVACO NUM ANO»


Deputada bloquista Helena Pinto teceu duras críticas a José Sócrates por elogiar o presidente da EDP

Por Redacção RL 2010-04-08 17:29

A deputada do Bloco de Esquerda Helena Pinto acusou esta quinta-feira o primeiro-ministro de elogiar o presidente da EDP, «que ganha mais numa semana que Cavaco Silva num ano», enquanto introduz tectos com a despesa em apoios sociais.

Helena Pinto começou por se referir a um acto público em Évora, na passada terça-feira, em que o primeiro ministro esteve ao lado do presidente da EDP: «Há dois dias lá estava o primeiro-ministro ao lado de [António] Mexia a elogiar o seu sucesso e o seu sucesso são 3,1 milhões de euros», comentou a dirigente bloquista, citada pela Lusa, numa referência às remunerações recebidas pelo presidente da EDP em 2009.

Helena Pinto fez depois questão de frisar que estas remunerações de António Mexia representam «dez vezes o salário de Barack Obama, três vezes o salário do presidente da Microsoft».

«Mexia recebe por semana o que o nosso Presidente da República não recebe num ano inteiro», observou a deputada.

Opinião diferente tem o ex-presidente da CIP, Francisco Van Zeller. Veja aqui.

Retirado de agenciafinanceira.iol.pt

7 de abril de 2010

PRÉMIOS PARA GESTORES

EDP PAGOU PRÉMIOS DE 13 MILHÕES 
AOS GESTORES EXECUTIVOS
por Ana Suspiro,
Publicado em 01 de Abril de 2010

O presidente António Mexia foi até agora o gestor mais bem pago nas grandes empresas da bolsa

A comissão executiva da EDP, composta por sete elementos, recebeu no ano passado remunerações globais de cerca de 17,5 milhões de euros. A inflacionar este montante estão os prémios plurianuais recebidos pelos administradores da eléctrica por cada ano do mandato que terminou em 2008. Somam-se os bónus relativos à performance da EDP desse ano e pagos também em 2009, o que perfaz um bolo de aproximadamente 13 milhões de euros em remuneração variável. A equipa liderada por António Mexia auferiu ainda a remuneração fixa anual.

O presidente executivo da EDP recebeu 3,1 milhões de euros brutos. Desses, 2,4 milhões de euros foram atribuídos a título variável. António Mexia foi assim, pelos relatórios do governo de sociedade até agora divulgados, o gestor mais bem pago nas empresas cotadas no ano passado, ultrapassando o seu congénere da PT. Zeinal Bava, que o ano passado também recebeu os bónus plurianuais do mandato anterior, teve uma remuneração total de cerca de 2,5 milhões de euros. O valor é pouco superior aos montantes pagos a cada um dos outros seis gestores executivos da EDP, que receberam em média 2,4 milhões de euros.

Os prémios de desempenho foram atribuídos pelo cumprimento das metas de gestão traçadas para a eléctrica, que nos últimos dois anos teve lucros anuais na casa dos mil milhões de euros, os resultados mais elevados do PSI 20.

Estes números são conhecidos no meio da polémica gerada pelos prémios dos gestores, em particular das empresas públicas. A EDP é maioritariamente privada, mas o Estado é o maior accionista, com 20,5%, e o governo já anunciou a intenção de propor em assembleia--geral o não pagamento de prémios em 2010 e 2011. Porém, a intenção só passará se for viabilizada pelos accionistas privados. O Estado aprovou ainda uma taxa de 35% sobre a componente variável da remuneração recebida pelos gestores. Uma vez aprovada em assembleia-geral, a aplicação da política de remunerações é automática e depende apenas de uma proposta da comissão de remunerações.

Em entrevista recente ao i, António Mexia criticou os ataques aos prémios de gestão e lembrou que, no caso da EDP, só o cumprimento de mais de 90% das metas dá direito a bónus. Ana Suspiro

Retirado de ionline.pt

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VENCIMENTOS

Salários
EDP CORTA NO PRÉMIO DE MEXIA,
MAS PROPÕE MAIS NO FINAL DO MANDATO
por Ana Suspiro,
Publicado em 06 de Abril de 2010

A proposta do Conselho Geral de Supervisão, onde estão representados os accionistas, será votada em assembleia-geral. Na prática, as remunerações dos gestores ficam congeladas no novo mandato. Os salários do Conselho Geral e Supervisão serão reduzidos, por proposta do Estado.

Os prémios anuais da comissão executiva da EDP vão diminuir de 100% para 80% do vencimento fixo, no actual mandato que termina em 2011. Esta é a proposta da comissão de remunerações do Conselho Geral e de Supervisão, órgão onde estão representados os principais accionistas da eléctrica portuguesa - com excepção da Iberdrola. A assembleia-geral de 16 de Abril vai ainda discutir uma proposta de redução dos vencimentos fixos dos 16 membros do conselho geral e de supervisão.

No entanto, o novo regime para a distribuição de prémios deverá ser neutral e não penalizar a totalidade dos bónus a receber pela equipa de António Mexia no final do mandato. Isto porque, o prémio plurianual poderá chegar a 120% da remuneração fixa, que a comissão de vencimentos decidiu manter congelada em 600 mil euros brutos por ano. O limite anterior era de 100%. Na prática, o prémio a pagar em 2010 aos gestores pela performance da empresa em 2009, ano em que a EDP atingiu lucros recorde superiores a mil milhões de euros, vai diminuir. No caso do presidente, passará de 600 mil para 480 mil euros brutos. Mas a remuneração a pagar no final mandato será equivalente à atribuída em 2009 à comissão executiva pelo primeiro mandato à frente da EDP. Isto se as metas de gestão forem cumpridas em mais de 90%. O objectivo é reforçar a componente de prémio que depende da performance a prazo da empresa, em detrimento do curto prazo, em linha com as melhores práticas internacionais e com o modelo usado nas principais empresas de referência. A conjuntura económica e a baixa inflação justificam o congelamento do salário fixo da comissão executiva, que também congela os prémios a receber.

No entanto, a proposta do conselho geral e de supervisão, onde o Estado está representado, tal como os outros accionistas, fica aquém da intenção manifestada pelo governo de limitar os prémios nas empresas onde é accionista. Depois de aprovar em Conselho de Ministros o não pagamento de prémios aos gestores públicos em 2010 e 2011, o Ministério das Finanças revelou a intenção de fazer a mesma recomendação nas assembleias gerais das empresas em que o Estado é accionista minoritário. Os outros accionistas, são a Iberdrola, a CGD, o BCP, o Grupo José de Mello, a Cajastur, o BES, a Sonatrach (argelina) e a IPIC (petrolífera do Abu Dhabi). A decisão final dependerá, contudo, dos accionistas privados de empresas como a EDP, a Galp e a Portugal Telecom. Não foi possível obter um comentário do Ministério das Finanças até ao fecho da edição e a EDP também não quis reagir.

Já o corte em 10% no salário do presidente do Conselho Geral e de Supervisão - António de Almeida recebeu cerca de 638 mil euros em 2009 -, de 5% para os restantes, e ainda a não criação de um cargo de vice-presidente, são propostas da comissão de remunerações dos restantes órgãos sociais da EDP que seguem as recomendações do governo e as orientações do Estado através da Parpública. A grave crise económica mundial, a situação económica e social do país, as condições económicas e financeiras da EDP, os regimes remuneratórios de outras empresas do PSI-20, são argumentos para o corte de salários, que leva em conta o facto dos gestores estarem a meio de um mandato.

As alterações ao esquema de remuneração dos órgãos sociais da eléctrica surgem no meio da polémica gerada pela divulgação dos prémios recebidos pela EDP, e em particular, pelo seu presidente executivo em 2009. António Mexia teve direito a uma remuneração total de 3,1 milhões de euros (a mais alta das empresas do PSI-20), que inclui o prémio anual de 2009 e mais três bónus do mesmo valor (600 mil euros brutos) por cada ano em que cumpriu as metas de gestão do mandato anterior (entre 2006 e 2008). Estes valores pagos numa empresa onde o Estado é o accionista mais forte (20,5% do capital) têm sido fortemente criticados.

Ontem, o ex-ministro Mira Amaral considerou os valores pagos a gestores de empresas como a EDP e a PT de um exagero e defendeu que o Estado deve limitar esses salários e não "pode assobiar para o lado" em empresas onde tem posições que qualificou de dominantes e que actuam em mercados protegidos que resultaram de antigos monopólios. No Domingo, o deputado socialista António José Seguro qualificou de "escandaloso" o bónus do presidente da EDP.

Retirado de ionline.pt

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6 de abril de 2010

VENCIMENTOS

EDP

MEXIA JUSTIFICA REMUNERAÇÃO DE 1,9 MILHÕES DE EUROS
EM 2009 COM ULTRAPASSAGEM DE OBJECTIVOS
06.04.2010 - 16:16 Por Lusa

O presidente da EDP, António Mexia, justificou hoje ter recebido 1,9 milhões de euros de remunerações em 2009 com o facto de ter ultrapassado os objectivos propostos pelos accionistas da eléctrica.

Falando à margem da cerimónia de lançamento em Évora da InovCity, um projecto piloto de electricidade inteligente, António Mexia disse que “cada vez que assumimos compromissos queremos ser avaliados” e que “o que está em causa é que a EDP ultrapassou os objectivos definidos para 2006, 2007 e 2008”.

“Na altura foram fixados objectivos que todos reconhecem como ambiciosos e difíceis de entregar e foram claramente ultrapassados. Senão tivéssemos atingido esses objectivos, a pergunta [sobre o salário] nem se colocaria, e isso é que é pena”, acrescentou o presidente da EDP.

Na sua opinião, “as pessoas devem ser confrontadas é quando não conseguem entregar aquilo que era proposto e não quando entregam muito mais e com uma equipa de 12 mil pessoas”, salientando que a empresa a que preside se transformou, no período 2006

2008, “na maior multinacional portuguesa, no maior investidor português no estrangeiro, contribuindo para o desenvolvimento da economia portuguesa”.

“O número [sobre os prémios de produtividade] é conhecido desde 2006. Foi capa de jornal. A única coisa que as pessoas aparentemente deixaram de estar habituadas em Portugal foi a que alguém consiga fazer aquilo com que se comprometeu”, considerou.

António Mexia defendeu ainda que, não sendo contabilizados os prémios por objectivos, não tem “nem de longe nem de perto o ordenado mais alto do PSI20” e que “há outros bem altos”.

Questionado sobre a possibilidade vir a alterar a política de remuneração da EDP, António Mexia disse que “os salários foram fixados pelos accionistas, num contexto de ‘benchmarking’” e que a sua intervenção nessa matéria “é nula”.

A alteração das remunerações é uma decisão que compete aos accionistas, acrescentou, elogiando a política de remuneração da EDP por “desvalorizar o ordenado fixo e valorizar o atingir ou não de objectivos”.

De acordo com informação enviada pela empresa à Comissão do Mercado e Valores Mobiliários, António Mexia recebeu no ano passado 700 mil euros em salários fixos e 600 mil euros em remuneração variável (que varia segundo objectivos atingidos).

A estes valores junta-se um prémio plurianual de mandato de 1,8 milhões de euros, que entra nas contas de 2009 e que corresponde a 600 mil euros por cada um dos três anos.

Assim, o CEO da eléctrica portuguesa irá receber este ano um total de 3,1 milhões de euros, quando a assembleia-geral de accionistas, marcada para 16 de Abril, aprovar as contas de 2009.

Em termos absolutos, a EDP foi a empresa portuguesa que mais bem remunerou o seu CEO em 20

Retirado de economia.publico.pt

4 de abril de 2010

VENCIMENTOS

ANTÓNIO JOSÉ SEGURO CONSIDERA
"OBSCENOS" VALORES PAGOS A MEXIA
por Agência Lusa, Publicado em 04 de Abril de 2010

O dirigente socialista António José Seguro considerou hoje “obscenos” os valores das remunerações referentes a 2009 pagas ao presidente executivo da EDP, António Mexia, que terão atingido 3,1 milhões de euros.

“Em fase de enormes dificuldades e de exigência de sacrifícios aos portugueses, é incompreensível como se atingem estes valores remuneratórios. É uma imoralidade!”, refere o ex-ministro de António Guterres e ex-líder parlamentar do PS, numa nota colocada hoje no seu site antoniojoseseguro.com.

Em declarações à agência Lusa, António José Seguro reiterou esta posição e observou ainda que a EDP é a empresa mais endividada do mercado de capitais português com 14,007 mil milhões de euros (mais 117 milhões do que em 2008).

De acordo com informação enviada pela EDP à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), António Mexia recebeu em 2009 mais de 1,9 milhões de euros em remunerações fixas, variáveis e prémios plurianuais, ou seja, 0,19 por cento dos 1,024 mil milhões de euros do lucro da elétrica.

António Mexia recebeu, em 2009, 700 mil euros em salários fixos e 600 mil euros em remuneração variável (que varia segundo objetivos atingidos). A estes valores junta-se um prémio plurianual de mandato de 1,8 milhões de euros, que entra nas contas de 2009 e que corresponde a 600 mil euros por cada um dos três anos.

Assim, o presidente executivo da elétrica portuguesa irá receber este ano um total de 3,1 milhões de euros, quando a assembleia geral de acionistas, marcada para 16 de abril, aprovar as contas de 2009.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Retirado de ionline.pt

29 de março de 2010

VENCIMENTOS & PRÉMIOS

SALÁRIOS DOS GESTORES DA GALP CAEM 13%
([MAS MESMO ASSIM GANHAM MUITO!...])

Económico
27/03/10 14:15

A Galp gastou 6,753 milhões para remunerar os órgãos sociais, menos 13% face a 2008. Ferreira de Oliveira ganhou 1,441 milhões.

No relatório e contas publicado hoje, a Galp Energia desvenda a remuneração dos seus administradores em 2009, de forma agregada e individual.

A remuneração total dos órgãos sociais da Galp Energia em 2009 foi de 6,753 milhões de euros, 13% abaixo dos 7,732 milhões gastos no exercício anterior.

A Galp fechou o ano passado com um lucro líquido ajustado de 213 milhões de euros, uma quebra de 55% face a 2008.

Do montante das remunerações de 6,753 milhões e 7,732 milhões, registadas em 2009 e 2008 respectivamente, 4,759 milhões e 5,827 milhões foram contabilizados em custos com pessoal e 1,994 milhões e 1,905 milhões foram contabilizados em trabalhos especializados.

Ao abrigo da política actualmente adoptada, "a remuneração dos órgãos sociais da Galp Energia inclui todas as remunerações devidas pelo exercício de cargos em sociedades do Grupo Galp Energia", lê-se no relatório e contas.

O mais bem pago foi o CEO da petrolífera, Ferreira de Oliveira, que sofreu um corte na remuneração de 29%, passando de 2,020 milhões para 1,441 milhões de euros.

A remuneração total engloba a remuneração base, prémios, PPR e subsídio de renda de casa e de deslocação.

As acções da Galp fecharam na sexta-feira em alta de 0,55% para os 12,89 euros.

Retirado de economico.sapo.pt

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20 de março de 2010

VENCIMENTOS

O FIM DE UM CICLO INFELIZ - Baptista Bastos

No rescaldo do congresso do PSD, repercutindo-se, ainda, os ecos e as críticas à Lei da Rolha, do dr. Santana, eis que a Imprensa, na quase totalidade, revela os escandalosos vencimentos de "gestores", os obscenos bónus e mordomias que recebem - ao mesmo tempo que o povo fica perplexo ante o empreendimento imoral de que é alvo, através do PEC "socialista."

Há relações notórias entres estes acontecimentos, porque nada existe isolado. O conclave de Mafra constituiu uma inutilidade e um absurdo: as divisões no PSD ficaram mais à vista, os problemas gravíssimos do País nem sequer foram abordados (entre os quais as disparidades entre "gestores" e trabalhadores, rudemente assinaladas nos jornais), e a espuma das futilidades prevaleceu sobre o rigor exigido.

A dr.ª Manuela Ferreira Leite manifestou o seu entusiástico acordo à Lei da Rolha, assim como o dr. Sarmento, há dias acusado, no Parlamento, pelo dr. Granadeiro, de exercer pressões para que este último despedisse os directores do "Jornal de Notícias", do "24 Horas" e da "Grande Reportagem", quando o País era dirigido pelo tandem Durão Barroso-Santana Lopes. Como se pode verificar, a democracia está bem servida com esta gente a mandar.

Nenhum dos três candidatos à presidência do PSD explicou, ao de leve sequer, os problemas que directamente nos afligem. Fugiram do PEC a sete pés, no momento em que a aberração deste documento incide sobre os mais desfavorecidos, e seria curial que nos esclarecessem, social--democraticamente falando, do que pensam acerca da ofensiva "socialista." Perderam uma excelente oportunidade de se colocar perante o eleitorado exterior.

Parece que a questão social está arredada das atenções dos candidatos. E o que prende a sua curiosidade e afecta as suas energias é, pura e simplesmente, o poder. O poder pelo poder. A substituição pela substituição. Evidentemente, qualquer um que vá para o lugar da dr.ª Manuela Ferreira Leite será melhor do que ela. Mas melhor em quê?, dando de barato o absoluto desinteresse por eles manifestado em relação aos portugueses. O assunto das prebendas faustosas aos "gestores" já andava nos jornais. Silêncio sobre. Podemos confiar em gente deste quilate, que somente se interessa pelas suas pequenas ambições?

Há meses, já o dr. Cavaco se referira, num discurso e em declarações avulsas, à pouca-vergonha. As suas palavras caíram em saco roto; e, agora, que o PEC surge como salvação para o descalabro, apenas os jornais falam no caso. O dr. Teixeira apareceu a indignar-se com a circunstância de um accionista vir a público verberar a obscenidade. E um jornalista do Porto expressou, na televisão, o desagrado que lhe causavam as notícias dos escandalosos vencimentos, avisando-nos, grave e acusador, que tudo aquilo era demagogia. Não lhe causava engulhos o facto de um dos "gestores" ter recebido um bónus no valor superior a trinta anos de salários de um trabalhador. O talento paga-se, dizia o distinto, que parece não entender as noções de equitatividade que devem reger os laços sociais. O País está a dois passos do abismo, segundo grandes economistas, e há quem se respalde na expressão "demagogia" quando alguém ousa criticar a infâmia.

O PS já não surpreende. Um partido que apoia decisões de tal monta, sem o mínimo de protesto, sem a mais escassa indignação, é um partido sedado, que abdicou do sentido ideológico da sua fundação e das raízes de alguns dos seus fundadores. Até Mário Soares, que tem defendido Sócrates até à exaustão, começa a revelar sinais de desassossego pelo caminho que o Governo leva o País. O rol de privatizações ultrapassa tudo o que é previsível. Por este andar, para que serve o Governo? Seria, talvez, mais acertado contratar uma firma de "gestores" estrangeiros (há várias) e entregar os destinos de Portugal às suas estratégias de mercado.

Estamos, notoriamente, no fim de um ciclo, no fecho de uma época e na derrota daqueles que nos derrotaram. Vamos pagar o que, criminosamente, por outros foi praticado com repugnante impunidade.

APOSTILA - Para dar tranquilidade ao espírito sugiro ao leitor a leitura de "Dicionário Falado - seguido de As Minhas Ribeirinhas", reeditado pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda, um dos grandes textos de Tomaz de Figueiredo, escritor maioríssimo, que as incompetências pátrias têm omitido e os jornalistas "culturais" ignorado. O universo deste minhoto sacudido, truculento, grave e genial é a reconstrução da infância, a reabilitação do sonho e um dos mais originais empreendimentos linguísticos de que há memória. Não se aprende, somente, a beleza de um idioma incomparável: Figueiredo queria ensinar-nos a amar um certo Portugal. Dilecto, leia-o, e despreze essas burundangas com que insultam a nossa inteligência.

b.bastos@netcabo.pt

Retirado de http://www.jornaldenegocios.pt


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